segunda-feira, 11 de maio de 2015

DIOXINA

 Este texto foi baseado nas experiências dos participantes do Projeto Portal, associação fundada pelo pesquisador e ufólogo Urandir Fernandes de Oliveira.

            Dioxina é uma neurotoxina, pertencente ao grupo dos organofosforados, compostos de um grupo de anéis de benzeno, hidrogênio e cloro. São subprodutos de diversos processos industriais onde ocorre ou se utiliza da queima de cloro na presença de materiais orgânicos.

            Na Segunda Guerra Mundial o cloro foi usado, juntamente com outras substâncias químicas, como armamento. Após esse período, com uma grande produção estocada, a indústria buscou novos mercados para utilização do cloro, que foi assim inserido nos processos industriais. Uma fonte de cloro, matéria orgânica e um ambiente térmico ou quimicamente reativo para esses materiais gera a dioxina. Portanto, tanto a produção de cloro, quanto o tratamento de produtos com cloro geram a dioxina como subproduto.
             As principais fontes de cloro conhecidas são os processos industriais que utilizam cloro para produzir PVC (polivinil cloreto), certas técnicas de branqueamento de papel e a produção de inseticidas agrotóxicos. Além disso, a toxina é liberada pelos incineradores de lixo hospitalar ou domésticos, pela queima de combustíveis de veículos com aditivos clorados e pelas queimadas desregradas.
            Não há níveis saudáveis de dioxinas. A Organização mundial da Saúde (OMS) e a União Europeia estabeleceram a dosagem de 3,2 picogramas/kg/dia, sendo que 1 picograma equivale a um trilionésimo do grama) como limite.  Isso significa limites muitos baixos. Estima-se que o uso de um simples filtro de papel para coar café feito com papel branqueado industrialmente seja o suficiente para exceder os “níveis aceitáveis” de dioxina para toda uma vida.
Como as dioxinas perduram na cadeia alimentar e se acumulam em tecidos adiposos, a alimentação é responsável por 96% da acumulação de dioxinas a que estamos submetidos.
As dioxinas são substâncias teratogênicas (causam mutações genéticas e má formação fetal) e carcinogênicas em animais. Suspeita-se que o mesmo possa ocorrer em humanos, uma vez que agem como carcinógenos completos, que não precisam de outros elementos químicos para atuar no organismo. Além disso, alteram receptores de estrogênio nas células, podem ser tóxicas a seu crescimento e desenvolvimento, causando danos no fígado, nervos e glândulas. São suspeitas ainda de causar problemas respiratórios e diabetes.
É possível, no entanto evitar exposição maciça a essa substância:
- Opte por papéis branqueados naturalmente ou não branqueados, especialmente em produtos que entram em contato com comida ou partes íntimas do corpo, como toalhas de papel, guardanapos, filtros de papel, lenços de papel, fraldas e absorventes íntimos.
- Escolha alimentos orgânicos e com baixa quantidade de gordura.
- Evite aquecer algum alimento no microondas em embalagens plásticas, pois com o calor o plástico libera dioxina diretamente no alimento. O mesmo vale para filmes plásticos que recobrem a comida, que devem ser retirados anteriormente. Dê preferência a recipiente de cerâmica e vidro.
No caso do PVC evite qualquer forma de queima ou aquecimento intenso do material (fato comum em obras para dar elasticidade aos canos).

            Vê-se, portanto, que no atual estágio da sociedade, torna-se difícil viver isentos dessa toxina, mas minimizar os riscos ainda é possível.